Capitania dos Portos do Ceará inicia Operação Verão

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A Operação Verão, da Capitania dos Portos do Ceará, segue até 1º de março com ações para a prevenção de acidentes. Embarcações em toda a orla do Estado, além de lagoas e rios, devem receber orientações e fiscalização.

O pescador José Romildo, 65, quase realizava uma pesca segura na manhã de ontem. A bordo de uma canoa, o senhor estava com todo o equipamento necessário para a segurança enquanto lançava a rede, na Praia do Mucuripe. No entanto, ele não estava vestindo o colete salva-vidas. “É porque dificulta a pesca”, tentava justificar aos marinheiros da Capitania dos Portos. José recebeu a orientação correta: enquanto estiver no mar, é imprescindível usar o colete. “A embarcação pode virar a qualquer momento e sem aviso”, diz o sargento Antônio Uchôa.

A orientação é parte da Operação Verão, que reforçará a fiscalização  em todos os 578 quilômetros do litoral do Ceará, assim como em lagoas, rios, barragens e açudes. Até o dia 1º de março do próximo ano, equipes da Marinha formadas por um total de 80 pessoas devem circular pelos locais onde existam embarcações. A Lei de Segurança da Navegação prevê multa de R$ 40 a R$ 3.200 para quem infringir as regras, como o uso obrigatório de coletes.

“A principal meta é garantir a segurança, seja dos banhistas, dos kitesurfistas e dos próprios pescadores”, esclarece o tenente da Marinha Francisco do Horizonte. O POVO acompanhou, na manhã de ontem, uma ação de fiscalização saída do Porto do Mucuripe. Outro pescador, que não quis se identificar, estava com o colete salva-vida amarrado na embarcação, coberto por um plástico. “O senhor imagina se essa embarcação vira? Não vai dar tempo de o senhor se proteger”, orientou o sargento Antônio Uchôa, em alto-mar. 

Riscos de acidentes

Na Operação Verão, os navegadores e a população são orientados pelos inspetores navais sobre os riscos de acidentes no mar. A Marinha recomenda, além da manutenção correta da embarcação, que todo condutor esteja atualizado sobre a previsão meteorológica e respeite as regras de navegação. Além disso, é fundamental informar o plano de navegação à Colônia de Pescadores, ao iate clube ou marina e aos familiares. “É importante ainda que o condutor leve sempre algum equipamento de comunicação, como, por exemplo, um aparelho celular”, esclareceu o tenente Francisco do Horizonte.

O psicólogo Emanuel Pierre, 32, preocupou-se com a própria segurança. Ele fez um passeio de caiaque e estava com o equipamento de proteção, o colete salva-vida. “Eu sei nadar, mas nunca se sabe o que pode acontecer. Prefiro obedecer as regras”, aponta.

Em todo o ano de 2016, foram registrados dez acidentes em águas do Ceará e uma morte de um pescador no Pecém, em São Gonçalo do Amarante (Litoral Oeste). Um tripulante caiu no mar e foi resgatado com segurança, e dois acidentes aconteceram com mergulhadores.

Fonte: O Povo

Por Redação

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