Mais da metade das unidades marítimas da Petrobras sinalizam positivamente para paralisação

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O Sindipetro NF informou que mais da metade das unidades marítimas da Petrobras já deram indicação positiva para as paralisações a serem iniciadas em 23 de dezembro. As atas das assembleias das unidades marítimas que ainda não sinalizaram suas escolhas devem se recebidas até amanhã, dia 21 de dezembro.

Os trabalhadores reclamam do não cumprimento do ACT (Acordo Coletivo de Trabalho) assinado em 2015, da proposta de redução de jornada de trabalho com redução proporcional dos salários e do não pagamento do adicional por tempo de serviço na FAFEN (Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados) de Santa Catarina.

A Petrobras reforçou que tem mantido alguma razoabilidade nas propostas apresentadas e assegurou que fez o melhor possível dentro da situação atual da empresa. A prova disso, segundo a empresa, foram os diversos avanços conseguidos durante as negociações,porém o sindicato afirma que os avanços não são suficientes e que só foram conseguidos devido a luta sindical.

Somado ao clima político do país, onde sindicatos diversos foram enfraquecidos com a mudança de Governo, este problema virou um verdadeiro jogo de gato e rato e deve continuar.

Segundo um alto executivo da empresa, que preferiu não se identificar, apesar das reivindicações dos petroleiros serem relativamente justas, há todo um clima de revanchismo onde os opositores à atual administração tem feito o que podem para atrapalhar a gestão da empresa, já que a atual gestão, de caráter técnico e não político, pretende tocar a empresa desta forma: tecnicamente.

São os novos ventos na Petrobras e pelo visto ainda vão causar muitas controvérsias entre a empresa e seus empregados.

Por Rodrigo Cintra

1 COMMENT

  1. Um destaque é sobre a ênfase do executivo de alto escalão informou, que a gestão é técnico.

    Que é uma falacea, onde o presidente Pedro Parente foi indicação política, não pertence aos quadros dá empresa, e os atuais diretores e gerentes executivos são os mesmos dá gestão anterior.

    Se olhar os personagens não tem nada técnico.

    Se olhar em relação aos rumos dá empresa, também é político.

    Quando a Petrobrás deixa de construir no Brasil para construir fora, é posicao política.
    Quando a Petrobras repassa os aumentos do barril ao consumidor, se comportando como uma empresa privada, é posição política.

    Como petroleiro digo que estamos em luta quase diaria em defesa da Petrobras com portamento social, pois isto tem reflexo positivo no país.

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