Fusão da Hapag-Lloyd com a United Arab pode demorar bem mais que o esperado

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A fusão da empresa alemã Hapag-Lloyd com a  United Arab Shipping Company (UASC) pelo visto deve levar meses para ser concretizada, já que muitos bancos credores da UASC estão batendo à porta da empresa e cobrando dívidas, já que o mercado de transporte marítimo de contêineres encontra-se em crise.

As empresas assinaram um acordo de fusão no meio do ano,  mas o comentário que se ouve nos bastidores é que os prazos serão prorrogados devido à pressão exercida pelos bancos credores. As dívidas estão num patamar assustador, entre 500 e 900 milhões de dólares.

Os bancos exigiram que os acionistas da UASC injetem capital na empresa para aliviar a situação e inclusive pode haver intervenção das autoridades do Catar, a Qatar Investment Authority e o Qatar National Bank. A Hapag-Lloyd limita-se a afirmar em todos os seus comunicados oficiais e declarações à Imprensa que o processo está em andamento.

O fato é que, pela lógica, quanto mais bancos aparecerem com cobranças, maior será o tempo necessário para a concretização desta fusão, e isso pode demorar ainda mais dependendo da aprovação dos diversos órgãos anti-truste aos quais esta operação está sujeita.

A UASC tem seu escritório central em Dubai e é de propriedade dos governos dos Emirados Árabes Unidos, Bahrain, Arábia Saudita, Kwait e Iraque. O Governo do Catar possui o controle acionário da empresa com 51% das ações.

Mais um complicado capítulo da nova tendência de fusão de grandes empresas para que possam sobreviver à crise que assola o mercado internacional de transporte marítimo.

Por Rodrigo Cintra

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