Farstad – Acordo com a Siem é cancelado e empresa permanece com a corda no pescoço

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A Farstad vem tentando uma reestruturação de sua dívida nos últimos meses e um dos acordos mais emblemáticos foi o mais recente, feito com o investidor norueguês Kristian Siem, o homem poderoso do conhecido Grupo Siem, que atua no Apoio Marítimo e Serviços Offshore com diversos navios, além de outros negócios agregados.

Infelizmente os esforços feitos foram em vão, já que a parceria entre as empresas foi cancelada nesta última semana, acendendo, mais ainda, a luz amarela na Farstad.

Durante meses a Siem tentou ajudar a Farstad, buscando traçar um plano financeiro para a recuperação da empresa, através da Siem Oil Service Invest (SOSI), mas a parceria não deu certo e a Farstad oficializou o rompimento da parceria na quinta feira em comunicado oficial à Bolsa de Valores de Oslo.

A Farstad vai agora partir para outras opções, buscando acordos de cooperação com seus principais credores e vai ter que contar com a boa vontade dos mesmos. Neste momento a capacidade de articulação de seus executivos será posta a prova, e certamente fará toda a diferença.

O que mais causa estranheza é o rompimento da parceria uma semana depois do anúncio de que a mesma estava praticamente concluída e que os planos traçados seguiriam adiante.

O ocorrido não afeta os acordo já feitos pela Farstad com seus credores que adiaram a cobrança das dívidas até o dia 31 de janeiro.

A crise que vai literalmente dando a volta ao mundo atingiu em cheio a Farstad e sua frota de 55 navios. O último relatório financeiro disponível, que é o do terceiro trimestre de 2016, mostra uma dívida de US$ 31,5 milhões, um cenário bem diferente do ano anterior, quando, no mesmo período, a empresa teve um lucro de US$ 8,7 milhões.

Há esperança num cenário onde o número de navios entrando em layup cresce vertiginosamente, a um ponto de desequilibrar o mercado?

O futuro é incerto e pelo tamanho da dívida, para salvar a empresa, ou haverá um aporte com prazo de liquidação a perder de vista ou a empresa será absorvida por outra, o que tem sido tendência ultimamente.

Será que há espaço no conhecido fundo soberano da Noruega para salvar suas empresas?

Alguém arrisca uma previsão mais palpável?

Por Rodrigo Cintra

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