Dragagens na Região Sul devem aumentar o movimento nos portos

0
1047

A Região Sul tem recebido investimentos em infraestrutura que visam manter seus portos nos mais altos padrões e uma das principais operações necessárias à manutenção das atividades nos portos é a dragagem.

Em Paranaguá, após vinte anos desde a última dragagem de aprofundamento e quatro anos de preparação, o Canal da Galheta deve finalmente ser aprofundado e a assinatura dos papéis autorizando a obra está prevista para o dia 2 de fevereiro. O projeto, com custo de R$ 394 milhões, deve durar 11 meses e tem como objetivo aprofundar o canal de seus atuais 14 metros para 18 metros, retirando, para isso, mais de 14 milhões de metros cúbicos de lama. Desta forma, será possível não somente a escala de navios maiores em Paranaguá, aumentando a movimentação do porto e mais de 300mil toneladas por mês, mas também que se façam as manobras dos navios menores com muito mais segurança. Além disso, a nova profundidade vai permitir que navios conteineros possam trazer mais de mil contêineres a mais do que o que trazem hoje e a manobra dos navios maiores passará a não mais depender da preamar, podendo manobrar a qualquer hora do dia.

Já em Itajaí e Navegantes, que sofrem coma baixa de movimentação no porto desde os incidentes envolvendo as conhecidas enchentes de 2015, que causaram um assoreamento que reduziu a profundidade local de 12 para 10,5 metros, as obras começam em breve. Vale lembrar que o assoreamento é uma constante na área, tanto que por motivos técnicos faz-se necessária a atuação constante de uma draga de injeção de fundo, conhecida como “water injection dredger“, pelo menos, para minimizar o efeito disso.

A baixa movimentação em Itajaí já gerou um prejuízo da ordem de R$ 2 bilhões desde ocorrido, mas finalmente as obras devem sair do papel em breve, ao custo de R$ 39 milhões.

Que as autoridades entendam a importância dessas obras e também entendam que, apesar de dependerem de uma decisão política, elas envolvem aspectos técnicos super rigorosos que devem ser atendidos fielmente.

Não dá para fazer nada “meia boca”.

Por Rodrigo Cintra

Deixe uma resposta