OPEP estende controle de produção por mais nove meses e Rússia quer ainda mais

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Foto: Leonhard Foeger / Reuters

A OPEP acabou de decidir que vai estender seu acordo de limitação de produção de petróleo por nove meses, ou seja, até maio de 2018.

Tudo indica que o mesmo deve ser feito por vários países que não são membros do conglomerado, que tem a Rússia como principal potência envolvida neste esforço.

Vale lembrar que o esforço que a OPEP tem feito está ajudando a segurar o preço do barril de petróleo acima dos US$ 50, o que tem permitido não somente produtores, mas outros setores ligados ao petróleo respirarem.

A queda do preço do petróleo em 2014 obrigou países como Arábia Saudita e Rússia a realizarem consideráveis contenções de despesas, sendo que outros foram seriamente impactados por isso, como Venezuela e Nigéria.

Nigéria e Líbia, apesar de serem membros da OPEP, não estão participando do esforço, já que estão intensamente impactadas por sua atual situação no cenário geopolítico.

O fato de os Estados Unidos terem jogado sua produção de óleo de xisto no mercado infelizmente está prejudicando a recuperação da indústria e não somente este assunto, como diversos outros serão discutidos ainda hoje em Viena, na Áustria, entre os membros da OPEP e outros países produtores não membros.

Mesmo diante deste cenário, os países tem conseguido manter seus níveis de exportação de petróleo neste primeiro semestre, o que levou à adesão de outros países e inclusive a uma estranha sugestão da Rússia em estender não somente por nove, mas até em doze meses o controle da produção.

Por Rodrigo Cintra

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  1. Com o preço da comodite controlado no mercado externo garante de certa forma a pouca oscilação do preço do combustível no mercado interno freiando os investimentos no setor de produção garantindo também que haja recuperação gradual no médio e longo prazo.

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