Justiça Federal recebe nova denúncia – Três ex-gerentes da Petrobras estão na lista

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O Juiz Federal Sérgio Moro decidiu nesta terça-feira (13) receber uma denúncia contra três ex-gerentes da Petrobras e três empresários. Eles são acusados pelos crimes de corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro. As investigações contra o grupo levaram à deflagração da 40ª fase da Operação Lava Jato.

Com o recebimento da denúncia, os seis citados passam a ser considerados réus neste processo.

Segundo a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), houve pagamento de R$ 150 milhões em propinas relacionadas à Área de Gás e Energia da Petrobras. O esquema aconteceu entre 2003 e 2016.

Veja a lista dos denunciados:

  • Márcio de Almeida Ferreira, ex-gerente da Petrobras – organização criminosa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro;
  • Edison Krummenauer, ex-gerente da Petrobras – organização criminosa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro;
  • Maurício Guedes, ex-gerente da Petrobras – corrupção passiva;
  • Luis Mario da Costa Mattoni, empresário administrador da Andrade Gutierrez – corrupção ativa e lavagem de dinheiro;
  • Marivaldo do Rozario Escalfoni, empresário da Akyzo- organização criminosa, corrupção ativa e lavagem de dinheiro;
  • Paulo Roberto Fernandes, empresário da Liderroll – organização criminosa, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

A denúncia

A investigação se baseou em provas obtidas por meio de quebras de sigilo telemático, bancário e fiscal dos envolvidos, como também pelos depoimentos de outros ex-gerentes da Petrobras e empreiteiros que firmaram colaboração premiada com o MPF.

De acordo com os procuradores, a Akyzo e a Liderrol faziam contratos falsos com fornecedoras tradicionais da Petrobras, como Andrade Gutierrez, Odebrecht, Carioca Engenharia e Queiróz Galvão, para intermediar e repassar as propinas a funcionários da estatal.

Foi nas contas dessas empresas que a força-tarefa encontrou registro de créditos de mais de R$ 150 milhões, após a quebra do sigilo bancário.

Veja abaixo quais as obras envolvidas na fraude, segundo a denúncia:

  • Gasoduto Catu-Pilar;
  • GNL Baía da Guanabara/RJ;
  • Terminal aquaviário de Barra do Riacho;
  • Terminal de Regaseificação da Bahia;
  • Montagem do gasoduto Urucu-Manaus (trecho Coari).

Conforme a denúncia, os empresários Escalfoni e Fernandes atuavam como intermediários entre as empresas que tinham interesse em obter contratos com a Petrobras e os funcionários corruptos.

Os ex-gerentes da estatal forneciam informações privilegiadas para as empresas indicadas pelos intermediários vencerem as licitações da área de Gás e Energia da Petrobras.

Fonte: G1

Por Redação

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