Maersk na mira das autoridades – polêmica envolvendo materiais radioativos a bordo suspende o corte da FPSO North Sea Producer

1
1011

A Maersk foi envolvida esta semana em uma séria polêmica que tem como ator principal uma FPSO que foi de sua propriedade e que está em Bangladesh para corte. Foi informado por entidades locais que havia material radioativo a bordo da embarcação.

A FPSO North Sea Producer, construída em 1984, já está parcialmente cortada no Estaleiro Janata Steel, em Chittagong e as informações atuais apontam para a existência de conteúdo radioativo acima de níveis aceitáveis em algumas redes de tubulações, resultado de anos e anos de resíduos de petróleo acumulados nas mesmas.

A embarcação foi operada por anos pela empresa North Sea Production Company, baseada no reino Unido, uma joint venture 50/50 entre a Maersk e a Odebrecht.

Entidades estão pressionando a empresa, inclusive o Supremo Tribunal de Bangladesh, que deseja saber como a embarcação chegou a Bangladesh e teve um certificado de limpeza emitido, permitindo seu corte.

A NGO Shipbreaking Platform havia declarado em outubro de 2016 que a FPSO poderia estar contaminada com uma série de resíduos, inclusive os do tipo “natural occurring radioactive material” (NORM). A entidade alega que a embarcação foi admitida em Bangladesh com um certificado falso, que data de 3 de agosto de 2016.

O certificado teria sido apresentado às autoridades de Bangladesh pela empresa Conquistador Shipping Corporation. A NGO ainda informa que o Departamento de Meio Ambiente de Bangladesh nunca liberou o corte desta embarcação.

A Maersk alega que a responsabilidade é do intermediário que comprou a embarcação, os cash buyers GMS, e vendeu para o estaleiro de corte.

O corte da embarcação está suspenso e o Supremo Tribunal de Bangladesh determinou que a Agência Atômica local, a Bangladesh Atomic Energy Commission (BAEC), a Bangladesh Atomic Energy Regulatory Authority (BAERA) e a Marine Port Initiative (MPI) da Alfândega de Bangladesh devem emitir laudos periciais em dez semanas sobre a situação da embarcação.

Por Rodrigo Cintra

1 COMMENT

  1. Questão: Estaríamos nós trabalhadores da industria de Petróleo sujeitos também a contaminação radioatíva? é aplicada e mensurada a “NORM” nos procedimentos cotidianos ?

Deixe uma resposta