Triunfo Participações vende sua parte na Portonave por R$ 1,3 bilhão

0
1401

A Triunfo Participações e Investimentos fechou a venda de 100% da sua participação na controlada Portonave – Terminais Portuários de Navegantes para a Terminal Investment Limited. O preço de venda é de R$ 1,3 bilhão, que estará sujeito aos ajustes usuais neste tipo de operação.

O valor chama atenção, já que hoje a companhia tem um valor de mercado de cerca de R$ 526,2 milhões. Ou seja, o negócio é mais que o dobro do que a própria empresa vale. Porém, segundo Adeodato Netto, estrategista-chefe da Eleven Financial, este não é o principal ponto do negócio, mas sim o que será feito com esse dinheiro.

Ele explica que este recurso quita toda a captação internacional feita pela companhia, equaliza as finanças e ainda deixa tudo pronto para as renegociações que precisam ser feitas e formalizadas com o BNDES por conta dos ativos Concebra e Concer.

A venda é um rumo antigo, e no fim de março, a Eleven já havia estimado a venda no valor que foi anunciado. Naquela época, os analistas apontavam que este é o único “ativo capaz de transformar por si só a realidade financeira da companhia”.

“A injeção dos recursos oriundos de uma eventual transação daria à Trifunfo condição de equalizar suas finanças mais rapidamente e permitiria que o foco fosse efetivamente voltado aos ativos ‘core’, dando à companhia a característica de um operador de concessões rodoviárias, que são operações de alta previsibilidade de geração de receita de longo prazo”, disse a Eleven em relatório de 27 de março.

O porto de Navegantes é um dos investimentos mais rentáveis da Triunfo. É o segundo maior movimentador de contêineres do país, atrás apenas do porto de Santos. Responde, sozinho, por 55% da movimentação de contêineres em Santa Catarina e empurra para cima os números do Complexo Portuário, que também integra o porto de Itajaí e outros terminais menores.

A operação está sujeita ao cumprimento de determinadas condições, incluindo a aprovação pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa da Concorrência) e da Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários).

Fonte: Rodrigo Tolotti Umpieres / InfoMoney

Por Redação

Deixe uma resposta