NT Pedreiras encalha em frente ao Forte Copacabana – saiba de mais detalhes

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Na manhã deste domingo, dia 25 de junho, o NT Pedreiras, da Transpetro, encalhou bem em frente ao Forte Copacabana, no Rio de Janeiro. O navio estava carregado com água de formação e seguia para o Terminal da Petrobras em Angra dos Reis, quando o incidente ocorreu.

Segundo informações recebidas de nossas fontes, o NT Pedreiras não consegue desenvolver muito bem sua velocidade, chegando a no máximo 6-7 nós, supostamente por “cracas no costado”, evidenciando uma possível necessidade de se fazer uma limpeza do casco da embarcação.

Na quinta feira o navio sairia para viagem às 9:30, mas a Praticagem do Rio adiou a manobra de saída de PP2 diretamente para viagem e manobrou o navio para AF8, em manobra que terminou às 11:30, conforme pode ser visto na programação do site da Praticagem, porque o mesmo não tinha condições de fazer a manobra no canal varrido, que é por onde todos os navios que manobram dentro da Baía de Guanabara devem seguir.

Foto: Vladimir Knyaz

Neste domingo pela manhã, em manobra que inciou às 6:35, o navio, que possui 218 metros de comprimento por 32 metros de boca, saiu com 12,5 metros de calado, manobrou com quatro rebocadores e foi empurrado pela popa, tendo sido liberado fora do canal do Porto do Rio de Janeiro às 8:35, na altura da Ilha de Cotunduba. O motivo pelo qual o navio não guinou após a bóia que demarca “águas seguras”, assumindo uma derrota para navegar costeando, é desconhecido, assim como a razão do encalhe. Perda de máquina, perda de governo? A Transpetro abriu procedimento interno para investigar.

O fato é que o navio, que foi construído em 1993, já possui uma idade bastante avançada e não é econimicamente interessante para a Transpetro, pois possui uma diária baixa e um alto custo de manutenção, que, segundo nossas fontes, está rigorosamente em dia. O comentário dentro da empresa é que o navio só permanece em serviço porque é um pedido da Petrobras.

Navio encontra-se na posição marcada na figura pelo círculo vermelho com um quadrado pontilhado – Fonte: Marine Traffic

O navio ficou encalhado por cerca de três horas e depois seguiu para o fundeadouro externo, bem em frente à Baía de Guanabara, onde permanece sem definição de saída.

Segundo o Capítulo 1 da NORMAM 9, o encalhe é um Acidente da Navegação, e a Autoridade Marítima, através da Capitania dos Portos do Rio de Janeiro, deve abrir um Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegacao (IAFN) e o prazo para conclusão é de 90 dias.

Por Rodrigo Cintra

3 COMMENTS

  1. Lata velha, casco duplo em U, so da dor de cabeca, ja adernou no PP, so nao virou porque estava amarrado. venda-se a peso!

  2. É um navio de 24 anos, próximo da vida útil projetada, mas pode durar um pouco mais. Para esse serviço pouco nobre de transportar água de formação, não tem problema. É melhor a Petrobrás aproveitar um navio próprio antigo para isso do que afretar pelos olhos da cara. Se está com velocidade baixa devido às cracas, é preciso fazer uma docagem para limpeza. Inclusive, a Petrobrás afreta navios de apoio demais, em vez de incluir no programa de renovação de frota da Transpetro e usar embarcações próprias.

  3. O programa de renovação da frota também é outra furada, em se falando os navios fabricados aqui.
    Navios da classe Celso Furtado parecem mais uma grande gambiarra no convés. Mal você embarca, já tem que fazer esforço para não tropeçar num emaranhado de tubos e ferragens mal ajambrados bem na área de embarque. Sem querer ofender quem mora na favela, parece mais um barraco em que o morador esqueceu de embutir as instalações nas ferragens antes de despejar o cimento na laje, e depois dela endurecida, teve que abrir um monte de buracos e passar os canos e fios por cima de qualquer maneira.
    Fora isso, lata de leite em pó barato tem chapa melhor, pelo menos não enferruja.
    E para piorar, a cada novo navio da mesma família, em vez de não errar de novo, eles parecem ter a mania de fazer igualzinho, talvez para não parecer que o erro é de execução e que o projeto é assim mesmo. Típico tiro-no-pé.

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