Maersk confirma ataque de hackers em seus servidores

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A Maersk confirmou que o bug ocorrido em seus sistemas informatizados nesta terça-feira foi causado por um ataque de hackers chamado “Petya”, que atingiu em cheio servidores de diversas empresas na Europa e na Índia.

O ataque afetou todas as unidades de negócios da empresa, sem exceção, causando um grande problema não somente para ela, mas para todas as suas subsidiárias.

É de se imaginar o tamanho do problema se pensarmos na frota de conteineros da empresa, que é de aproximadamente 600 navios e na frota de sua subsidiária Svitzer, que é de aproximadamente 400 rebocadores, isso fora os barcos de Apoio Marítimo da Maersk Supply Service, e demais unidades envolvidas na atividade petrolífera.

Reprodução da página oficial da empresa na Internet

A empresa controla sozinha cerca de 25% dos contêineres empregados na rota Ásia x Europa, ou seja, um quarto do total e cada unidade sofreu este impacto.

A recém adquirida Hamburg Süd passou imune pelo ataque, uma vez que tem um sistema próprio, o que mostra a importância de se manter algumas operações estanques. Controladas, porém não centralizadas num mesmo servidor.

Recentemente a Maersk Inovou, sendo marcada como a primeira empresa de navegação a ter um Presidente oriundo da área de TI, o Sr Jim Hagemann Snabe, conhecido como “Mr Conectivity” (Senhor Conectividade). Uma coincidência um tanto quanto inusitada.

A APM Terminals, subsidiária na área de Logística, foi atingida em 17 terminais de contêineres. Especialistas informaram que os servidores foram infectados por “ransonware”, que encriptam os discos rígidos da empresa.

A página oficial da empresa no Twitter também confirmou o ocorrido

E isso foi apenas parte do problema.

A Maersk declarou em comunicado oficial que continua comprometida com a automação de seus sistemas, para aumentar a eficiência de suas operações e cortar custos, mesmo sabendo que ainda há muitos papéis envolvidos na movimentação e rastreamento de contêineres.

Para quem atua numa indústria cada vez mais dependente de sistemas de gestão informatizados e que inclusive já começa a falar em navios desguarnecidos, controlados remotamente, e operações com drones, o cuidado com cyber-ataques deve ser redobrado.

O acesso a um sistema deste porte nas mãos erradas pode causar sérios transtornos, senão verdadeiras catástrofes, ainda mais agora em que vivemos uma época obscura nas relações internacionais, onde extremistas de todo tipo não pensam duas vezes antes de ceifar vidas através de ataques terroristas de todas as formas possíveis.

Por Rodrigo Cintra

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