Aliança lança seu primeiro rebocador portuário, o Aliança Minuano

0
4858
Aliança Minuano antes do lançamento

A Aliança lançou nesta sexta feira seu primeiro rebocador portuário, o Aliança Minuano, casco 400, no Estaleiro Detroit, em Santa Catarina.

A embarcação, equipada com potentes propulsores azimutais, tem 32 metros de comprimento e uma capacidade de tração estática de 70 toneladas, que é o sonho de todas as estações de praticagem do Brasil, uma vez que o tamanho dos navios vem aumentando cada vez mais.

Pull baby! São 70 toneladas de Bollard Pull e dizem que ele consegue puxar ainda mais
Proa do rebocador

O contrato com o estaleiro prevê a construção de mais duas embarcações iguais, o Aliança Aracati e o Aliança Pampeiro, totalizando três, e que custarão o valor total de R$ 90 milhões à empresa, a serem pagos com recursos de sua conta vinculada do Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM) administrado pelo BNDES.

As duas unidades adicionais mencionadas serão entregues em setembro e novembro, respectivamente, e ainda virá uma próxima série de mais quatro rebocadores a serem entregues até 2019.

“Como é uma área em que não atuamos diretamente, a Aliança está trabalhando em acordos operacionais com empresas já estabelecidas no mercado, na comercialização dos serviços destas embarcações”, declarou esta semana o Diretor de Operações da empresa, José Roberto Salgado Sobrinho.

O barco já encontra-se na água, pronto para testes adicionais

O Fato é que após a compra da Hamburg Süd, empresa que controla a Aliança Navegação, pelo Grupo AP Møller Maersk, o caminho mais provável não somente desse rebocador mas dos outros que ainda serão entregues, é de serem operados afretados a casco nú (bareboat charter party ou charter by demise) pela a Svitzer, empresa de reboque portuário e salvamento marítimo subsidiária do Grupo AP Møller Maersk.

Seria um movimento bastante natural e que em nada surpreenderia o mercado, já que não faria o menor sentido a Aliança agora criar um departamento de reboque portuário dentro da empresa, ou até mesmo afretar os rebocadores para alguma empresa que não seja do Grupo AP Møller Maersk, tendo uma empresa do Grupo que pode realizar esta atividade.

E não estamos falando de “uma empresa qualquer”. Estamos falando da Svitzer, considerada a maior do mundo no reboque portuário e possuidora de um corpo técnico de altíssima qualidade aqui no Brasil, mas que precisa de mais rebocadores além dos que já está construindo para aumentar seu volume de operações por aqui.

Mais uma opção confiável para os portos brasileiros

Mais do que isso, seria uma verdadeira mão na roda para as empresas do grupo, que possuem um grande concorrente pela frente chamado Wilson Sons, líder do reboque portuário no Brasil e até aqui imbatível neste tipo de operação.

Mais rebocadores por aqui significam empregos para os colegas que aguardam uma oportunidade.

A  retomada de nosso crescimento promete e sem dúvida alguma grandes empresas como a Aliança e a Svitzer deverão desempenhar um grande papel neste momento.

Torcemos sempre para o sucesso de todos os que chegam para investir, acreditando em nosso país.

Por Rodrigo Cintra

Deixe uma resposta