Petróleo segue em queda acentuada após Rússia descartar cortes adiconais na produção

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Os preços do petróleo estavam em queda acentuada nas negociações desta quarta-feira na América do Norte, eliminando os ganhos ocorridos durante a noite, após a Rússia descartar qualquer proposta de aprofundamento dos cortes de produção conduzidos pela OPEP.

A Rússia quer continuar com o pacto atual e quaisquer limites adicionais seriam uma mensagem errada enviada ao mercado, de acordo com membros do governo.

Em maio, a OPEP e alguns produtores externos à organização, estenderam o corte de 1,8 milhão de barris por dia no abastecimento até março de 2018.

Até o momento, o acordo de cortes na produção teve pouco impacto nos níveis dos estoques globais devido ao aumento da oferta de produtores que não participam do acordo, como a Líbia e a Nigéria, e ao aumento incessante na produção de shale oil nos EUA.

O contrato com vencimento em agosto do petróleo bruto WTI estava cotado a US$ 45,23 o barril às 12h, queda de US$ 1,81 ou de cerca de 3,9%. Chegou a US$ 47,32 nas negociações durante a noite, valor mais alto desde 7 de junho.

Do outro lado do Atlântico, contratos de petróleo Brent com vencimento em setembro na Bolsa de Futuros ICE (ICE Futures Exchange) em Londres caíam US$ 1,64, ou cerca de 3,3%, e o barril era negociado a US$ 47,95 após ter atingido US$ 49,90 mais cedo, máxima de um mês.

Os volumes de negociação foram leves na terça-feira, com os mercados norte-americanos devido ao feriado da Independência dos EUA.

A commodity registrou oito sessões seguidas de ganhos nesta segunda-feira, a mais longa sequência de altas no petróleo bruto dos EUA desde janeiro de 2010, já que investidores se animavam com novos sinais de redução na produção de petróleo bruto dos EUA.

Agora, investidores aguardam dados semanais dos estoques norte-americanos de petróleo bruto e produtos refinados.

O Instituto Americano de Petróleo (API, na sigla em inglês), grupo do setor petrolífero, deve divulgar seu relatório semanal às 16h30 em horário local (17h30 em horário de Brasília) desta quarta-feira. Dados oficiais da Administração de Informação de Energia (EIA, na sigla em inglês) serão divulgados na quinta-feira, em meio a previsões de redução dos estoques de petróleo em 2,8 milhões de barris.

Os relatórios serão divulgados um dia após o normal devido ao feriado do Dia da Independência dos EUA nesta terça-feira.

Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), contratos futuros de gasolina com vencimento em agosto caíam US$ 0,019, ou cerca de 1,3%, chegando a custar US$ 1,509 o galão, ao passo que contratos futuros de óleo de aquecimento com vencimento em agosto recuavam US$ 0,016 e eram negociados por US$ 1,496 o galão.

Contratos futuros de gás natural com vencimento em agostos subiam US$ 0,041 para US$ 2,992 por milhão de unidades térmicas britânicas.

Fonte: Investing.com

Por Redação

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