Subsea 7 e TechnipFMC disputam contrato em Peregrino

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A Subsea 7 e a TechnipFMC estão disputando um contrato de EPCI (engenharia, suprimentos, construção e instalação) para a segunda fase de desenvolvimento de Peregrino, campo operado pela Statoil na Bacia de Campos.

O contrato inclui estruturas submarinas como PLEMs (Production Line End Manifold), PLETs (Producion Line End Terminal), linhas flexíveis e umbilicais. Não haverá árvores de natal molhadas ou manifolds, já que o projeto será de completação seca, como na primeira fase.

Outras duas epecistas – a italiana Saipem e a norte-americana McDermott – teriam declinado do processo.

Localizado a 85 km da costa do Rio de Janeiro, o campo de Peregrino é o ativo mais importante da Statoil no Brasil, com reservas estimadas entre 300 milhões de boe e 600 milhões de boe.

O campo começou a produzir em 2011, atingindo seu pico, de 100 mil bopd, em 2013. Atualmente, o volume extraído no campo está na faixa dos 85 mil bopd. A produção é feita por 40 poços de produção e oito de injeção ligados a duas plataformas fixas e um FPSO.

Com início programado para 2020, a segunda fase do projeto prevê a instalação de uma terceira jaqueta, que será conectada a 22 poços, sendo 15 de produção e sete de injeção.

A Statoil opera o campo de Peregrino (bloco BM-C-7) com 60% de participação, em parceria com a Sinochem (40%). De acordo com a empresa norueguesa, o campo tem reservas para produzir até 2050.

PLSVs

Tanto a Subsea 7 quando a TechnipFMC fecharam novos contratos recentemente no Brasil. Na última semana, a norueguesa anunciou a extensão do afretamento dos PLSVs Seven Waves, Seven Rio e Seven Sun com a Petrobras, o que rendeu aproximadamente US$ 250 milhões aos cofres da companhia.

O CEO da prestadora de serviços, Jean Cahuzac, disse, em conferência com analistas nesta semana, que a extensão dos contratos demonstra que os new builds da empresa não estão sob ameaça.

“Nós conseguimos definir com a Petrobras uma solução win-win (em que todos ganham), de modo que os dois lados estão satisfeitos com o resultado”, observou o executivo.

Skandi Niteroi pode bloquear embarcações estrangeiras a qualquer momento

A ameaça a que se refere Cahuzac está principalmente relacionada ao risco de bloqueios de PLSVs da companhia por embarcações similares de bandeira nacional, como o Skandi Niterói, do consórcio Technip-DOF, que está descontratado.

O CEO da Subsea 7 está, no entanto, confiante na manutenção dos contratos. “Não podemos subestimar nossa relação com a Petrobras e o desempenho de nossas operações”, pontuou. A empresa opera atualmente oito PLSVs para a petroleira brasileira.

Flexíveis

We Já a TechnipFMC recebeu novas encomendas de linhas flexíveis da Petrobras no último trimestre. “É um importante contrato que atesta a contínua demanda por esse tipo de tecnologia”, comentou o CEO da empresa, Douglas Pferdehirt, em conferência com investidores.

O contrato foi fechado em um momento delicado, tendo em vista a falha técnica apresentada há poucos meses por uma linha de injeção de gás da TechnipFMC conectada ao FPSO Cidade de Angra dos Reis, no campo de Lula, no pré-sal da Bacia de Santos.

O executivo explicou que o evento não é um caso isolado e que se trata de um problema conhecido da indústria, de ordem metalúrgica, mas que ocorreu em um contexto singular de circunstâncias. “O que pudemos fazer em conjunto com a Petrobras foi definir em que ambiente a rachadura por corrosão de fato ocorre”, explicou.

Pferdehirt disse ainda que as companhias estão identificando soluções permanentes de longo prazo para assegurar que a tecnologia possa ser aplicada nessas condições. “Seguimos focados no trabalho em parceria com a Petrobras para resolver o problema”, assegurou o CEO.

Resultados

A TechnipFMC faturou US$ 3,8 bilhões no segundo trimestre, alta de 60% ante o mesmo período do ano passado, quando sua receita totalizou US$ 2,4 bilhões. A companhia lucrou US$ 160 milhões nos três primeiros meses do ano, ampliando em 54% seus ganhos na mesma base de comparação.

A Subsea 7 faturou US$ 1,022 bilhão no último trimestre, ampliando em 6% sua receita em relação ao mesmo período de 2016. O lucro da companhia entre abril e junho foi de US$ 146 milhões, aumento de 7% ante os mesmos meses do ano passado.

Fonte: Brasil Energia

Por Redação 

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