FENAVEGA promove discussão sobre hidrovias em Rondônia nesta sexta-feira

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O encontro é de iniciativa da Federação Nacional das Empresas de Navegação Aquaviária – FENAVEGA e da Agência Nacional de Transportes Aquaviários – ANTAQ, cujo Diretor Geral Dr. Adalberto Tokarski far-se-á presente, com o apoio da Confederação Nacional do Transporte – CNT e da Sociedade de Portos e Hidrovias do Estado de Rondônia, dentre outras entidades.

No dia 18 de agosto, às 09:00hs da manhã, nas dependências do auditório da OAB/RO, em Porto Velho, será realizada reunião com a participação de diversas entidades, autoridades e sociedade, para debater a importância do transporte sustentável em Rondônia e na Amazônia, assim como apontar os impactos causados ao Rio Madeira a jusante das UHE’s de Jirau e Santo Antônio.

O encontro é de iniciativa da Federação Nacional das Empresas de Navegação Aquaviária – FENAVEGA e da Agência Nacional de Transportes Aquaviários – ANTAQ, cujo Diretor Geral Dr. Adalberto Tokarski far-se-á presente, com o apoio da Confederação Nacional do Transporte – CNT e da Sociedade de Portos e Hidrovias do Estado de Rondônia, dentre outras entidades.

O transporte aquaviário tem grande importância para o desenvolvimento socioeconômico do Estado de Rondônia, na medida em que todo o abastecimento de combustível derivado de petróleo e GLP para consumo no Estado de Rondônia, Acre e região noroeste do Estado de Mato Grosso chegam em Porto Velho através do Rio Madeira, vindo de Manaus. Anualmente são transportados aproximadamente 3 bilhões de litros de combustível, em embarcações com capacidade para até 9 milhões de litros, o que proporciona grande economia no custo de transporte.

Igualmente, para outros setores da economia do Estado de Rondônia a Hidrovia exerce papel de importância, como no caso do agronegócio. Nesse contexto, a produção de grãos em grande escala, caso da soja e do milho, vem crescendo no Estado, que já é considerado uma nova fronteira agrícola. O excedente da produção, que não é consumido no mercado interno, somente é viável para a comercialização no mercado internacional se exportado através do Rio Madeira, até Itacoatiara/AM ou Santarém/PA, onde o produto é transbordado para embarcações marítimas de longo curso. Levar soja e milho, via rodoviária, por mais de 3 mil quilômetros até os portos de Santos/SP ou Paranaguá/PR, condenaria a produção de Rondônia ao fracasso, devido o custo do transporte rodoviário até aqueles portos.

Para a realidade do Estado de Rondônia, a saída a ser alcançada é a integração entre os modais rodoviário e aquaviário, não a concorrência entre eles, de modo que se utilize o modal rodoviário para o transporte em distâncias menores e em quantidades menores (capacidade de carga de um caminhão) e utilizando o modal aquaviário para as distâncias maiores e em grandes volumes de carga, tomando-se como exemplo o que já ocorre no transporte de grãos: entre Porto Velho e Itacoatiara ou Porto Velho a Santarém já se transporta até 40 mil toneladas em uma única viagem, em comboios de balsas graneleiras empurradas por uma máquina apenas, o que equivale à carga de aproximadamente 1300 caminhões com capacidade de carga de trinta toneladas cada.

Dado à relevância do tema, para o encontro programado para o dia 18 de agosto todos os setores da economia e a sociedade Rondoniense estão convidados para vir debater o tema. A participação é aberta ao público e sem nenhum custo. Aqueles que tiverem interesse em participar podem confirmar presença, através do site institucional www.fenavega.com ou pelos telefones (61) 99699 0269, (61) 99913 2950 ou (69) 3229 1091, ou ainda pelo endereço eletrônico presidência@fenavega.com. Os trabalhos terão início as 09:00 horas da manhã e a previsão de encerramento é por volta de 12:00/12:30 horas.

Por Redação

1 COMMENT

  1. Até que enfim as “ótóridádi” abriram os olhos para o transporte fluvial. Temos uma milhagem expressiva de rios que podem ser bastante e convenientemente explorados, e consequente gerando empregos e desentupindo as estradas castigadas pelo excesso de tráfego. Muito bem”

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