Cilindros com gases tóxicos deixam Porto de Santos agora pela manhã

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A balsa com os 115 cilindros com gases tóxicos encontrados no Porto de Santos deixará o complexo marítimo – seguindo para alto-mar, para a destruição dos produtos – nesta quinta-feira (24), pela manhã. A programação foi informada a A Tribuna na noite de terça-feira (22) pela agente ambiental do Ibama, Ana Angélica Alabarce, que supervisiona a operação pelo órgão ambiental federal.

A data foi marcada após a Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP) liberar, ainda na tarde de terça, o rebocador que será utilizado nessa atividade. O aval não havia sido emitido antes pois a Autoridade Marítima exigiu melhorias na embarcação.

Na manhã, todos os cilindros foram retirados do Armazém 10 (na região do Valongo), onde estavam guardados, e colocados em gaiolas. Contêineres refrigerados foram içados e levados para a balsa que transportará os produtos. Depois, uma empilhadeira dispôs essas gaiolas no contentor.

Toda a operação durou pouco mais de uma hora, tempo em que o entorno do armazém foi isolado e apenas funcionários da Suatrans, empresa contratada pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) para esse serviço, participou das manobras.

Com todas as autorizações dos órgãos envolvidos, a Docas não informa quando a operação deva começar. Havia a expectativa de que a balsa deixasse o cais do Armazém 10 na manhã desta quarta-feira (23).

No final da tarde de terça, a suspensão da navegação no canal do Porto chegou a ser planejada para o período das 7h30 às 11h30 dessa quarta-feira – medida necessária para garantir a segurança do transporte. Isso, porém, foi antes da decisão de realizar a operação na quinta-feira.

Mau tempo

Mesmo com o balanço do mar, o superintendente de Meio Ambiente e Segurança do Trabalho da Codesp, Ivam Doutor, garante que a embarcação que levará os cilindros não oferece riscos diante de possíveis intempéries.

“A balsa foi vistoriada duas vezes por um engenheiro naval e, inclusive, a água de lastro serve para dar estabilidade à embarcação”, afirma ele, que ainda diz que “as condições meteorológicas e das ondas nos apontam que essa situação não vai ocorrer. Mas isso não seria um impeditivo para a retirada da balsa e dos contêineres para alto-mar”.

Sala de crise

Todos os órgãos vão estar presentes e acompanhar a saída da balsa, por meio de câmeras, em uma sala de crise, ligada à Presidência da Codesp. Segundo Doutor, o serviço contará com lanchas e um helicóptero para apoio. Ao final do dia, o grupo deve fazer uma ata do acompanhamento dos trabalhos.

Apesar de todos os órgãos terem aprovado as ações e equipamentos utilizados na remoção, a Codesp não torna público o local exato onde deve ocorrer a destinação final dos gases, citando apenas que será a, pelo menos, 232 quilômetros da costa, a cerca de 90 quilômetros de embarcações ou áreas de preservação ambiental.

Fonte: Egle Cisterna / A Tribuna

Por Redação 

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