Crise do petróleo acerta em cheio o mercado imobiliário e o comércio em Campos e Macaé

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A crise do petróleo nos últimos anos desencadeou uma série de problemas econômicos nos municípios do interior do Rio que dependiam da extração do mineral na Bacia de Campos (…) e a queda na área petrolífera afetou diretamente o mercado imobiliário e comercial em duas cidades: Campos dos Goytacazes e Macaé, no RJ.

De acordo com a prefeitura de Campos, no Norte Fluminense, desde 2014, mais de 560 pontos comerciais encerraram as atividades no município.

“É realmente preocupante a situação do comércio hoje. Até supermercado, que é uma coisa que todo mundo tem que gastar, há uma queda que tem ocorrido em percentuais pequenos. Tem ocorrido de uns seis meses para cá. Se você entrar em um shopping, cada dia tem uma loja nova fechada. Isso é falta de circulação de dinheiro”, disse o presidente da Associação Comercial e Industrial de Campos, José Luiz Escocard.

De acordo com uma pesquisa feita pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), entre 203 cidades brasileiras, Macaé foi onde os valores de venda dos imóveis mais diminuíram em 2016, o que significa um redução de mais de 7%.

“A procura hoje é daquele cliente que está morando em uma casa de R$ 1.500, não conseguiu negociar com o proprietário e está procurando um imóvel de R$ 1 mil, R$ 800. E se o proprietário não baixar, ele vai encontrar”, disse o corretor de imóveis Francisco Silva Abreu.

Nós últimos três anos e meio, cerca de 30 mil vagas de emprego foram fechadas em Macaé, segundo o Ministério do Trabalho (28.164).

“Qualquer dependência a uma atividade econômica só gera muita insegurança, muita instabilidade, porque você fica totalmente impotente para garantir sustentabilidade para região e para o desenvolvimento econômico. Você fica nas mãos dos outros. No caso, nas mãos de uma economia mundial, absolutamente concentrada em que os interesses brasileiros não valem muito nessas decisões”, afirma o professor da Universidade Candido Mendes, José Luís Vianna da Cruz.

Fonte: G1

Por Redação 

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