Seadrill está a um passo da recuperação judicial pelo US Chapter 11

0
1297

O magnata norueguês John Fredriksen, Presidente da Seadrill, e a Centerbridge Partners tem conversado com os acionistas da empresa sobre o plano de reestruturação da dívida da mesma. E isso tudo apenas alguns dias antes de uma esperada recuperação judicial, que é vista como única saída viável para a Seadrill por muitos analistas do Mercado.

De acordo com a proposta, Fredriksen e a Centerbridge ficariam com boa parte das ações na empresa já reestruturada como compensação a um possível aporte de US$ 1 bilhão aos cofres da empresa para que alguns compromissos estratégicos possam ser honrados. Para se ter uma ideia da situação, somente no segundo trimestre deste ano a empresa teve um prejuízo de US$ 158 milhões, mas espera ter um discreto lucro de aproximadamente US$ 175 milhões no terceiro trimestre.

Todos os credores da empresa tem sido convidados a participar do aporte, cada um dentro de suas possibilidades, e em troca teriam ações, sendo que John Fredriksen continuaria sendo o acionista majoritário, enquanto a equidade, que é a diferença emtre o patrimônio passível de liquidação da empresa e sua dívida, será praticamente zerada.

A empresa tem hoje 19 plataformas em contratos e 17 paradas.

A Seadrill corre contra o tempo, já que há US$ 843 milhões em bônus vencendo agora no próximo dia 15 de setembro e a intenção da empresa, para evitar a falência, é implementar a recuperação judicial pelas regras do já conhecido “US Chapter 11” antes dessa data, no máximo até o dia 12, segundo comunicado à Imprensa, após ficar por mais de um ano e meio buscando alternativas para sua recuperação.

A empresa havia declarado anteriormente que os credores poderiam ter perdas ou converter seus créditos em equidade, mas o problema é que esta equidade já está praticamente zerada após uma desvalorização colossal da empresa, com perdas de mais de 93%. Mesmo com a recuperação implementada, credores e acionistas devem receber pouquíssimo ou nenhum retorno de suas ações e bônus da empresa.

Como se não bastasse a situação com os credores menores e acionistas, a empresa ainda terá que negociar a extensão do vencimento de suas dívidas com bancos, estaleiros e outras partes por pelo menos mais cinco anos.

A expectativa é de que o aumento discreto e gradativo de contratos, tanto spots (curtos) como longos, somados ao envio de diversas unidades para corte, sejam os pilares do redirecionamento da Seadrill para dias melhores.

No Brasil a empresa segue com os cintos apertados, time bem reduzido e com alguns funcionários já transferidos para putros países, mas o clima é de esperança na recuperação da empresa.

Incrivelmente a Seadrill ainda sobrevive a esta tempestade perfeita.

Por Rodrigo Cintra

Deixe uma resposta