Justiça Americana autoriza Seadrill a prosseguir com as operações após início da recuperação judicial

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A Justiça americana deu permissão à Seadrill para prosseguir com as operações normais após o início do processo de reestruturação da companhia, iniciado nesta quarta-feira (14/9). Com isso, a empresa poderá continuar a usar seu sistema de gerenciamento financeiro para pagar fornecedores como em condições normais.

Além disto, a Seadrill também poderá pagar salários e benefícios de funcionários sem interrupção.

“A companhia pretende atender suas obrigações num curso normal e espera que as operações continuem sem interrupção durante o processo de reorganização”, afirmou a Seadrill em comunicado.

Por meio da reestruturação, a empresa terá acesso a US$ 1,06 bilhão em capital novo, dos quais US$ 860 milhões virão de empréstimos e US$ 200 milhões de equity. Os bancos credores da Seadrill concordaram em postergar por cinco anos vencimentos que totalizam US$ 5,7 bilhões, sem pagamentos de amortizações até 2020, além de terem concedido alívios nas garantias (covenants).

No momento, o caixa da Seadrill conta com US$ 1 bilhão. A empresa tem uma frota de 38 unidades de perfuração offshore, sendo sete navios-sonda, 12 semi-submersíveis e 19 jack-up, além de 13 plataformas em construção.

No Brasil, a companhia opera com as sondas West Carina e West Tellus, contratadas pelo consórcio de Libra e recentemente fechou a West Saturn, que estava descontratada, com o consórcio do BM-S-8 (Carcará), operado pela Statoil. Além disso, a Petrobras tem contratada a Sevan Brasil, unidade originalmente da Sevan Drilling, empresa comprada pela Seadrill.

Fonte: Brasil Energia

Por Redação 

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