Statoil avança no desenvolvimento de Peregrino

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De fora da 14ª Rodada de blocos exploratórios de óleo e gás, a Statoil se concentra, neste momento, em três iniciativas que prometem reforçar sua presença no país: ao mesmo tempo em que negocia com a Petrobras parcerias em campos maduros da Bacia de Campos, a petroleira norueguesa se prepara para participar do leilão do pré-sal este mês e avança com o desenvolvimento de seu principal projeto no país hoje: o campo de Peregrino, único ativo operacional da companhia no Brasil e que vem recebendo investimentos para uma nova fase de produção.

Localizado em águas profundas da Bacia de Campos, Peregrino receberá investimentos de US$ 3,5 bilhões numa nova fase de produção, para 2020. A fase 2 do campo ampliará sua vida útil e agregará 273 milhões de barris em reservas recuperáveis. O campo é um dos dez maiores produtores do país e está entre os 20 principais da Statoil no mundo.

Segundo dados da Agência Nacional de Petróleo (ANP), a média de produção do campo no ano, até agosto, é de 67,5 mil barris diários de petróleo. O ativo é operado pela Statoil (60%), em parceria com a chinesa Sinochem (40%).

A norueguesa fechou, em setembro, a contratação da Technip / FMC para instalação e construção de um pacote de equipamentos submarinos. Esta é uma das últimas encomendas para o desenvolvimento da fase 2 de Peregrino. Os equipamentos serão produzidos no Brasil. Em meio à discussão sobre a proposta de flexibilização da política de conteúdo local, a Statoil se posiciona a favor das mudanças, que serão debatidas hoje em audiência pública na ANP.

A norueguesa defende que a indústria de bens e serviços no país tem condições de atender às petroleiras, mas que a política de nacionalização precisa ser direcionada para segmentos onde o país possui vantagens competitivas.

“Acredito que a gente vai conseguir contratar no país, além dos equipamentos submarinos, os serviços de perfuração de poços e a montagem”, disse o vice-presidente de compras da Statoil, Mauro Andrade. “Defendemos o conteúdo local, mas um conteúdo local que seja competitivo. Focar onde o país tem vocação. O projeto de Peregrino comprova que o Brasil é competitivo em serviços de perfuração, subsea e integração [de módulos]”, afirmou.

Andrade disse que a companhia ainda está avaliando se migrará ou não para o novo modelo de conteúdo local. A flexibilização é válida para contratos vigentes. As petroleiras terão a opção de manter as condições dos atuais contratos, com a garantia de recorrer ao “waiver” (pedido de perdão pelo não cumprimento dos índices de nacionalização); ou optar pelas novas regras, com exigências menores, mas ficarem sujeitos a multas, sem possibilidade de perdão.

Além de Peregrino, a Statoil possui outros dois grandes projetos no país, ambos em fase de quantificação dos volumes das descobertas: Pão de Açúcar (Bacia de Campos) e Carcará (Santos), no pré-sal.

Fonte: Valor Econômico

Por Redação

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