Oil States se destaca pela diversificação em serviços e consegue contrato com a Petrobras

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Diversificação é a palavra de ordem dentro da Oil States, que está buscando novos negócios em diferentes nichos. A empresa acaba de conseguir um importante feito neste sentido, e fechou um contrato com a Petrobras para fazer inspeção, reparo e operação offshore de colunas de riser de completação e workover da estatal.

De acordo com o CEO da divisão brasileira da Oil States, Marcio Robles, a operação deste contrato começa em fevereiro de 2018. “O grande foco é o posicionamento da Oil States para a diversificação em serviços, que está começando por esta atividade neste novo contrato com a Petrobras”, afirmou o executivo. Robles comentou também que a companhia está apoiando a Petrobras e outras operadoras na possibilidade de utilizar os sistemas de risers rígidos de produção nos campos de Libra e se mostrou bastante otimista com o futuro do mercado. “Não tenho dúvida nenhuma de que, nos próximos dez anos, a atividade de perfuração e exploração no Brasil será fabulosa”, concluiu.

Quais são os novos negócios que a empresa está buscando?
Nós ganhamos um contrato com a Petrobrás, de três anos, no qual vamos fazer inspeção, reparo e operação offshore de colunas de riser de completação e workover da estatal, que são de propriedade da estatal. É um novo nicho de mercado para a Oil States aqui no Brasil. Nossa empresa pretende expandir e crescer nessa área, porque acho que temos uma capacidade já instalada no país que é perfeita para este tipo de atividade. Em escala mundial, nós temos tecnologia nessa área. Então, acredito que seremos um player bastante importante para a Petrobras nesse tipo de atividade.

Quando este contrato começa a ser executado?
Já assinamos o contrato e começamos a operação em fevereiro do ano que vem.
Recentemente, a Oil States anunciou a compra da MR Inspection, visando ampliar sua presença no segmento de inspeção de risers de perfuração.

Já existem novos contratos relacionados a isso?
O mercado ainda está meio devagar. Estamos fazendo cotações para dois clientes. E acreditamos que no ano que vem, com esse aquecimento em curso, esse negócio ficará mais ativo. Nossa expectativa é de que em 2018 o mercado volte a crescer nessa área de inspeção de risers.

E existem novos contratos em negociação?
Estamos trabalhando em conjunto com a Petrobras e outros operadores no apoio da possibilidade de utilizar os sistemas de risers rígidos de produção nos campos de Libra. A Oil States está fazendo vários trabalhos de qualificação e nacionalização da tecnologia, a fim de atender essas demandas futuras que possam vir a acontecer.

Em função dos problemas recentes que o Consórcio de Libra teve com os risers flexíveis em Libra, o senhor acredita que os risers rígidos são a solução para a questão?
Eu diria que é uma excelente opção para o desenvolvimento de Libra. A Oil States já tem seus produtos qualificados para as condições de Libra. Estamos avaliando questão de conteúdo local, cronograma de tempo de fabricação, aliando a melhor forma de ajudar a Petrobrás no desenvolvimento deste campo.

Sobre os negócios internacionais, como a Oil States tem se posicionado?
A empresa está sempre observando as oportunidades, mas voltamos a ficar muito animados com o Brasil diante desta necessidade de Libra e também com as rodadas da Agência Nacional do Petróleo (ANP). Não tenho dúvida nenhuma de que, nos próximos dez anos, a atividade de perfuração e exploração no Brasil será fabulosa. Se neste último leilão, no meu ponto de vista, tivemos o sucesso que foi, os próximos leilões programados para o final deste mês serão incríveis, não tenho dúvidas.

Qual é a visão estratégica a partir de agora?
O grande foco é o posicionamento da Oil States para a diversificação em serviços, que está começando por esta atividade neste novo contrato com a Petrobras.

Por Redação 

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